Desastres climáticos e o pós-abrigo: a realidade da população 60+

Fonte: @crieccanoas
🌎 E depois que o abrigo fecha, o que acontece com as pessoas idosas?
É essa pergunta que atravessa o artigo da pesquisadora do GEPIDES Michelle Bertóglio Clos, publicado na Revista Longeviver.
O estudo analisa os efeitos sociais das enchentes de 2024 sobre pessoas idosas que passaram por um abrigo emergencial 60+ e mostra que, após a desmobilização, os caminhos foram muito diferentes: retorno a áreas de risco, institucionalização, mudanças de moradia e permanência em situações de vulnerabilidade.
Os resultados também chamam atenção para um ponto importante: benefícios emergenciais e ações pontuais não substituem políticas públicas contínuas, articuladas e capazes de acompanhar as pessoas depois da crise.
💬 Falar de desastres climáticos também é falar de proteção social, envelhecimento, moradia, cuidado e continuidade das políticas públicas.
📚 Desastres climáticos: histórias que ainda precisam ser contadas sobre a (des)proteção da população 60+
Michelle Bertóglio Clos
Revista Longeviver, 2026.
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